quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Minhas memórias, minha vida

Vivi a maior parte da minha vida trabalhando, não gostava, queria ficar com os amigos brincando. Lembro de poucos brinquedos como bola de meia, de jogar coquinho. Queria ter uma infância de criança, crescer a partir de minha idade, mas não tinha jeito, tinha mesmo que trabalhar para poder viver.
Aos 19 anos conheci Narci com quem namorei. Ela tinha 14 anos. Tive 11 filhos com ela.Passei por situações difíceis. Meu primeiro filho, Antônio José era levado demais e não quis estudar.Hoje ele é pedreiro como eu.
Tenho uma lembrança de um sufoco que passei, quando meu filho Antônio, o 4º filho tinha uns três meses de vida. Deixei-o com alguns filhos meus. Eles descuidaram dele e ele caiu dentro da piscina da casa que eu estava reformando. Vi ele afogando e pensei: "Meu filho vai morrer!" Saí correndo, pulei na piscina e salvei meu filho. Foi um acontecimento marcante na minha vida, Se eu tivesse pensado mais um pouco, ele tinha morrido.
Acontecimentos assim nos fazem pensar que todos devemos sempre nos lembrarmos de nossa infância, mesmo que ela tenha sido difícil.

Ana Paula de C. Queiroz
14B/2008

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