Eu achava uma grande besteira a cisma deles porque era uma pessoa muito religiosa e não dava bola. Algumas pessoas haviam me falado que lá havia assombrações e também tinha um boato que havia um Saci naquele local. Eu, muito corajoso, caí na risada contando para meu compadre.
Mais tarde, por volta das 19h peguei minha espingarda e saí para fora indagando: "Ei? Tem algum sai por aí? Se tiver vem cá conhecer minha espingarda Joaquina." Como sempre corajoso, porém não aconteceu nada. Mas quando entrei veio um moinho de vento muito forte ao redor da casa mexendo até a palha de coqueiro do telhado. Fiquei um pouco assustado mas não mostrei medo porque meu compadre estava mijando de medo. Minutos depois aquele moinho de vento parou.
__Tá vendo José, fica duvidando das coisas!
Eu falei:
__ Dexa de bestera homi! Foi só um vento...
Uma semana depois numa sexta-feira 13, nós sentados pitando um fumo veio aquele vento de novo então eu falei:
__ Pode vim, seu Saci! Não tenho medo de você!
Então pulei dentro do moinho e desmaiei. Só acordei três dias depois sem saber o que tinha acontecido.
Meu compadre falou que eu tinha tomado um gole de chá e estava delirando e na tempestade de vento eu pulei do morro e bati a cabeça gritando que iria pegar um tal Saci.
Segundo meu compadre não tinha nada, mas até hoje, eu, José, tenho minhas dúvidas sobre a versão dele.
Mayke J. Cardoso Sousa
Turma 14B/2008



