domingo, 30 de novembro de 2008

Saci pererê

Eu, José, quando tinha 22 anos, morava na capoeira de uma fazenda onde trabalhava com mais quatro rapazes. Lá era muito escondido e feio, mas por mais que fosse assustador, eu não tinha medo de morar lá. As pessoas as vezes me chamavam de louco por morar naquele lugar com meu compadre.
Eu achava uma grande besteira a cisma deles porque era uma pessoa muito religiosa e não dava bola. Algumas pessoas haviam me falado que lá havia assombrações e também tinha um boato que havia um Saci naquele local. Eu, muito corajoso, caí na risada contando para meu compadre.
Mais tarde, por volta das 19h peguei minha espingarda e saí para fora indagando: "Ei? Tem algum sai por aí? Se tiver vem cá conhecer minha espingarda Joaquina." Como sempre corajoso, porém não aconteceu nada. Mas quando entrei veio um moinho de vento muito forte ao redor da casa mexendo até a palha de coqueiro do telhado. Fiquei um pouco assustado mas não mostrei medo porque meu compadre estava mijando de medo. Minutos depois aquele moinho de vento parou.
__Tá vendo José, fica duvidando das coisas!
Eu falei:
__ Dexa de bestera homi! Foi só um vento...
Uma semana depois numa sexta-feira 13, nós sentados pitando um fumo veio aquele vento de novo então eu falei:
__ Pode vim, seu Saci! Não tenho medo de você!
Então pulei dentro do moinho e desmaiei. Só acordei três dias depois sem saber o que tinha acontecido.
Meu compadre falou que eu tinha tomado um gole de chá e estava delirando e na tempestade de vento eu pulei do morro e bati a cabeça gritando que iria pegar um tal Saci.
Segundo meu compadre não tinha nada, mas até hoje, eu, José, tenho minhas dúvidas sobre a versão dele.

Mayke J. Cardoso Sousa
Turma 14B/2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

História de velhinho

Quando eu era pequeno as coisas eram bem diferentes:corríamos na terra, jogávamos bola, e brincávamos de muitas outras brincadeiras.
Nos tempos de antigamente não era igual hoje. Todos querem só saber de video game, ficar na frente do computador e assistir televisão. No tempo de antigamente, fazíamos pipa só por diversão, sem cerol e sem brigar por causa de pipa ou papagaio.
Antigamente comíamos bolo bem quentinho e fresco, era bolo cheio de massa e sabor. Era um bolo sem nenhuma coisa artificial como chocolate, glacê, chantilly, granulado e etc. Não tinha nada disso: era bolo natural que nos animava e deixava cheio de saúde.
O passado é bom de lembrar porque nele eu vivo meus melhores momentos. Porque papo de velho é só passado.

Gustavo Henrique Barbosa
Turma 14B/2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O grande torneio

Na minha infância era bem diferente de hoje em dia.
Eu ia até uma vendinha e comprava um pião de madeira. Eu pegava e lixava-o todo para tirar a tinta do pião, depois pegava uma roda de bicicleta velha e tirava aquelas pequenas esferinhas, pegava um martelo e uma chave de fenda e um tubinho de cola madeira. Com o martelo e a chave de fenda fazia um pequeno furo nos lados do pião ( nos quatro lados) com muito cuidado para não rachar o pião. Colávamos, então, as esferinhas e jogávamos para ver se ficou bom.
Era só começar o torneio: um tentando derrubar o pião do outro até que um só continuasse a rodar.
Mas isso quase nunca era possível... Nós precisávamos trabalhar nas fazendas colhendo frutos ou cuidando dos bois, tirando leite de vaca.
Assim que tinha um tempinho, os meninos corriam para fazer um torneio. Tinha vez que nós montávamos tudo e quando ia começar o torneio, minha mãe chamava para trabalhar.
Era assim, não tivemos uma vida fácil como a dos jovens de hoje em dia. Na roça tínhamos que trabalhar muito para ajudar nossa mãe.
Assim era nossa vida trabalhando e nas horas vagas brincando, formando o nosso torneio.

Márcio Edson Miranda santos Júnior
Turma 14B/2008

domingo, 16 de novembro de 2008

Meu pai

Faz muito tempo que ele se foi, mas lembranças permanecem em minhas memória.
Sou, depois de Maria, a mais velha de minha casa, ou melhor somos. Porque somos gêmeas.
Maria saia para trabalhar e, eu tinha que cuidar dos meus irmãos mais novos.
Papai era muito orgulhoso e não deixava que aceitássemos qualquer tipo de alimento dos outros.
Lembro de uma vez meus dois irmãos, Sinval e o Joaquim, aceitaram bananas de uma vizinha. Quando papai ficou sabendo ficou muito nervoso e queria bater em mim, que nem sabia das bananas.
Ele começou a trabalhar ainda pequeno, sempre trabalhou muito e no meu tempo ele trabalhava fazendo tijolinhos.
Quando íamos ao mercadinho, ele colocava as coisas mais pesadas nas cestas dos meus irmãos e no meu as coisas mais leves. na hora de ir embora ele mandava todos andarem "ligero" __ era como ele dizia__ e ficávamos eu e ele para trás, e quando meus irmãos sumiam de vista, entravámos em um bar e ele comprava pastéis, só para mim e para ele.
Mas não acaba aqui, na minha memória estão guardados vários outros acontecimentos que me fazem lembrar de meu pai com muita alegria e orgulho.
Faz muito tempo que ele se foi, mas as lembranças não vão se apagar.


Thayná Mayra Ribeiro
Turma 14C /2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Minha primeira Eucaristia

Eu me lembro do dia mais especial da minha infância: o dia em que Remover formatação da seleçãoeu fiz minha primeira Eucaristia. Foi muito emocionante, eu lá, recebendo a hóstia, o corpo de Jesus. Toda feliz, eu e minhas amigas de Eucaristia, todas esperando Jesus.
Muitas pessoas me vendo, familiares, colegas, amigos, pessoas que nem conheço, o padre, as catequistas e la em cima Deus me abençoando.
Todos perto de mim falavam bem baixinho:
__ Você está linda, maravilhosa! E eu toda, toda! Eu ficava pensando a toda hora como meus pais estavam orgulhosos de mim. Ficava lembrando como estava me preparando para a primeira Eucaristia.
Tem um caso em que eu e minha irmã mais velha estávamos na frente do padre. Era o dia em que eu tinha que rezar. Minha irmã Blandina carinhosamente chamada de Bulam me ensinava a rezar. Então cheguei na frente do padre e comecei a rezar: "Ave Maria que estais nos céu..."
__Ei, Blandina, __disse o padre__ Você não ensinou a Minervina a rezar, não?
__Ensinei, padre.__ falou Bulam. E isso foi cerca de uns dez minutos. Só que eu estava fingindo que não sabia rezar, só pra ver o padre xingar a Bulam.
50 anos depois meu neto Guilherme, o mais velho, veio me entrevistar perguntando como era a minha infância, e de que mais lembrava, como era meu namoro e o que marcou minha vida que eu não esqueço. Logo falei que era a minha primeira Eucaristia, o que eu mais lembrava da minha infância. Espero que ele conte esta história para todos e que todos saibam qual foi o momento que marcou minha vida.

Guilherme Marques
Turma 14 C/2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Minhas memórias, minha vida

Vivi a maior parte da minha vida trabalhando, não gostava, queria ficar com os amigos brincando. Lembro de poucos brinquedos como bola de meia, de jogar coquinho. Queria ter uma infância de criança, crescer a partir de minha idade, mas não tinha jeito, tinha mesmo que trabalhar para poder viver.
Aos 19 anos conheci Narci com quem namorei. Ela tinha 14 anos. Tive 11 filhos com ela.Passei por situações difíceis. Meu primeiro filho, Antônio José era levado demais e não quis estudar.Hoje ele é pedreiro como eu.
Tenho uma lembrança de um sufoco que passei, quando meu filho Antônio, o 4º filho tinha uns três meses de vida. Deixei-o com alguns filhos meus. Eles descuidaram dele e ele caiu dentro da piscina da casa que eu estava reformando. Vi ele afogando e pensei: "Meu filho vai morrer!" Saí correndo, pulei na piscina e salvei meu filho. Foi um acontecimento marcante na minha vida, Se eu tivesse pensado mais um pouco, ele tinha morrido.
Acontecimentos assim nos fazem pensar que todos devemos sempre nos lembrarmos de nossa infância, mesmo que ela tenha sido difícil.

Ana Paula de C. Queiroz
14B/2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Minha memória.

Minha infância foi boa. Eu era e sou muito feliz.
Eu gostava muito de brincar com meus amigos e a minha brincadeira preferida era Roda, porque reunia muitos amigos. eu não gostava de quando a minha mãe me pedia para lavar os pratos. Quando era pequena meu pai morreu de facada na minha frente e fiquei chocada. Ai como agente era pobre a minha mãe me deu pro outros. Aos anos eu fugi da minha casa da dona, e peguei um ônibus e cheguei na casa onde eu morava, quando eu cheguei lá encontrei a minha mãe, ficamos muito feliz. Minha mãe me contou que estava grávida fiquei assustada, até que um dia ela ia ter um neném e eu fiz o parto dela.
Com anos eu tinha parado de estudar. E comecei a trabalhar em casa de família para ajudar minha mãe. Minha infância foi muito corrida , mas eu fui e sou muito FELIZ.

Júlia Santos de Jesus
14A/2008

domingo, 9 de novembro de 2008

Antiga infância

Era tarde de verão. Eu, meus irmãos e colegas saímos da aula animados com o tanto de coisas que descobrimos na fazenda vizinha da nossa. Lá era onde nós passávamos a tarde estudando com a filha de seu Emanoel, nossa professora Maria.
Saímos de lá com um desejo enorme de comer manga do pé, mas para isso meu irmão do meio, o Antônio tinha que distrair as vacas para o pasto Norte, já que a mangueira ficava no Sul, para então meu irmão mais velho, Arisitides pular a cerca e pegá-las para mim e meus amigos, que ficávamos só olhando eles fazerem o trabalho todo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Minhas memórias

Na minha vida tenho muitas memórias. Muitas delas não tão boas.
Então das minhas memórias, retiro algumas boas para contar, como o nascimento, a infância e a adolescência de meus filhos que hoje já estão grandes e todos casados. Me lembro de cada um, das virtudes e dos defeitos.
Depois vieram meus netos e bisnetos, neles vi a oportunidade de ser mãe de novo e ver cada um crescer. Assim pouco tempo depois, pude ouvir muitas vozes falando ao mesmo tempo em um domingo de Dia das Mães. Isso também me faz lembrar do som de uma vitrola tocando lindos boleros que me trazem uma enorme saudade do meu velho que não está aqui.
Essas boas recordações farão de mim uma grande memória daqui a uns bons anos.

Dyaina Jennifer Souza Bernardes
Turma 14B/2008